Esquentador, caldeira ou termoacumulador: a água quente nas casas portuguesas
O que é cada um, como saber qual tem, os problemas mais comuns, a segurança do gás e quando precisa de um técnico de gás credenciado em vez de um canalizador.
Três palavras que vai ouvir
As casas portuguesas aquecem a água de várias formas, e a palavra certa no pedido diz muito ao canalizador.
- Esquentador: aquece a água a gás, no momento, enquanto ela passa. Muito comum em apartamentos. Funciona a gás natural ou de botija (butano ou propano) e precisa de chaminé ou ventilação.
- Caldeira: normalmente mural, aquece a água dos radiadores ou do piso radiante e, nas caldeiras mistas, também a das torneiras e do duche. A gás, gasóleo ou pellets.
- Termoacumulador: um depósito elétrico de cerca de 50 a 150 litros que mantém a água quente com uma resistência. Não tem gás, mas a água quente pode acabar.
Também pode encontrar uma bomba de calor para águas sanitárias ou painéis solares com depósito, cada vez mais comuns em casas novas e remodeladas.
Qual é o meu?
- Uma caixa branca pequena na cozinha ou na marquise, com um tubo de exaustão para fora e uma janelinha ou ecrã: quase de certeza um esquentador.
- Uma caixa maior ligada a radiadores, muitas vezes com um manómetro: uma caldeira.
- Um cilindro grande, num armário, no teto da casa de banho ou na lavandaria, com um cabo e sem chaminé: um termoacumulador.
A marca e o modelo estão numa etiqueta à frente ou por baixo. Fotografe-a e junte-a ao pedido: poupa uma visita.
Problemas comuns
- Sem água quente, ou o esquentador não acende: botija vazia, pilhas gastas no acendedor, pouca pressão de água ou a torneira do gás fechada são as primeiras suspeitas.
- A água fica quente e fria: muitas vezes pouco caudal (uma torneira meio fechada ou um chuveiro sujo), calcário no permutador ou uma peça gasta.
- Termoacumulador a pingar por uma pequena válvula: a válvula de segurança deixa sair um pouco de água quando aquece. Pingar sempre, ou uma fuga no próprio depósito, pede um canalizador.
- Água morna no termoacumulador: resistência ou termóstato a falhar, ou calcário na resistência em zonas de água dura.
Primeiro, a segurança do gás
Os aparelhos a gás queimam combustível e têm de deitar os fumos para fora. Uma chaminé entupida ou má ventilação podem produzir monóxido de carbono, que não tem cheiro.
Nunca tape as grelhas de ventilação, faça a revisão dos aparelhos a gás com regularidade (uma vez por ano é o conselho habitual) e pondere um detetor de monóxido de carbono.
Dores de cabeça, tonturas ou náuseas com o esquentador ligado são um sinal de alarme: desligue, abra as janelas e saia. Se cheirar a gás, não mexa em interruptores, saia e ligue 112.
Canalizador ou técnico de gás?
Instalar, mudar de sítio ou converter um aparelho a gás, e mexer na instalação de gás, é trabalho para um técnico de gás credenciado.
Muitos canalizadores são credenciados e indicam-no no perfil do plumbers.pt; pergunte antes de aceitar o orçamento. O lado da água, como ligações, válvulas, fugas e termoacumuladores, é canalização normal.
Reparar ou trocar?
Um esquentador ou termoacumulador dura normalmente à volta de 10 a 15 anos, menos em zonas de água dura. Se o seu é antigo, precisa de uma peça cara ou avaria com frequência, peça dois preços no mesmo orçamento: a reparação e a troca com instalação.
Ao trocar, pergunte pela capacidade certa para a sua casa, pelo tipo de exaustão (os aparelhos estanques são mais seguros em espaços pequenos) e pelo custo de energia elétrica ou a gás.
Perguntas frequentes
Um termoacumulador pode substituir o esquentador a gás?
Muitas vezes, sim, se houver espaço para o depósito e a instalação elétrica aguentar. Tira o gás de casa, mas tem uma quantidade limitada de água quente e aumenta o consumo de eletricidade. Um canalizador aconselha depois de ver o espaço.
De quanto em quanto tempo deve ser revisto o esquentador?
O conselho habitual é uma vez por ano, e antes do inverno é uma boa altura. A revisão limpa o queimador, verifica a exaustão e a combustão e apanha os problemas cedo.